Pronunciamento a respeito de comunicado urgente do Conselho de Segurança da ONU sobre a Coreia do Norte

Pronunciamento a respeito de comunicado urgente do Conselho de Segurança da ONU sobre a Coreia do Norte

Embaixador Nikki Haley

Representante permanente dos EUA nas Nações Unidas

Missão dos EUA na ONU

Cidade de Nova York

CONFORME PROFERIDO

Obrigada, senhor presidente. E queremos agradecê-lo por nos permitir realizar esta reunião de última hora, porque é muito urgente. E queremos também agradecer ao embaixador do Egito e à sua equipe pela maneira firme e tranquila com que liderou nesse último mês.

Há mais de 20 anos, o Conselho de Segurança adota medidas contra o programa nuclear da Coreia do Norte. E há mais de 20 anos, a Coreia do Norte tem desafiado nossa voz coletiva. Vale a pena dedicar um momento para lembrar um pouco da história.

Em 1993, o Conselho aprovou a Resolução 825 conclamando a Coreia do Norte a permanecer no Tratado de Não Proliferação. Isso não adiantou. A Coreia do Norte retirou-se do Tratado e manteve sua busca por armas nucleares.

Em 2006, as Conversações das Seis Partes fracassaram, e a Coreia do Norte lançou vários mísseis balísticos. Isso levou à Resolução 1695 condenando o país.

No mesmo ano, a Coreia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear. O que levou à Resolução 1718, estabelecendo um regime de sanções da ONU, com o objetivo de deter todos os programas de mísseis nucleares e outras armas de destruição em massa.

Depois de outro fracasso das Conversações das Seis Partes em 2009, a Coreia do Norte lançou outros mísseis e realizou seu segundo teste nuclear. Esses fatos culminaram na Resolução 1874 que ampliou as sanções incluindo um embargo de armas e obrigações de inspeção de cargas.

Em 2012, o Acordo do Dia do Salto (Leap Day Deal) fracassou, e a Coreia do Norte realizou dois novos lançamentos no espaço. O Conselho de Segurança respondeu com a adoção da Resolução 2087.

Em seguida ao terceiro teste nuclear da Coreia do Norte em 2013, o Conselho aprovou a Resolução 2094, expandindo as sanções de forma a restringir atividades financeiras, marítimas, aeronáuticas e diplomáticas.

Em 2016, a Coreia do Norte já realizara seu quarto teste nuclear e outro lançamento no espaço. E continuaram realizando outros lançamentos de mísseis. Em resposta, o Conselho adotou várias resoluções expandindo ainda mais as sanções e direcionando o alvo para setores inteiros da economia norte-coreana.

Finalmente, este ano, o Conselho adotou medidas ainda mais sérias.

Em primeiro lugar, nós adotamos a Resolução 2356 designando funcionários do alto escalão do governo norte-coreano e o Comando das Forças de Foguetes Estratégicos, das Forças Armadas, para sanções individuais. Em seguida, no mês passado, depois dos dois primeiros lançamentos de misseis balísticos intercontinentais (ICBM), adotamos a Resolução 2371 – as sanções mais severas jamais impostas sobre a Coreia do Norte.

Essa resolução proibiu as exportações norte-coreanas de carvão, ferro e frutos do mar e impôs várias outras medidas que cortarão significativamente as receitas necessárias para financiar o programa nuclear.

Por que dediquei um tempo para contar essa história?

Para argumentar o seguinte: O Conselho de Segurança das Nações Unidas tem se manifestado com rara unanimidade e coerência sobre a Coreia do Norte. Isso é bom. Ao longo do caminho, houve problemas com a implementação, e o Conselho tem sido às vezes muito lento e fraco; mas esta é uma situação em que não permitimos que as divisões entre nós impedissem qualquer ação.

Ainda assim, aqui estamos nós.

Apesar de nossos esforços nos últimos 24 anos, o programa nuclear norte-coreano está mais avançado e mais perigoso que nunca. Agora disparam mísseis que atravessam o espaço aéreo japonês. Eles agora têm recursos ICBM.

Eles agora afirmam ter testado uma bomba de hidrogênio. E esta manhã, há relatos de que o regime está se preparando para mais um lançamento de ICBM.

Para os membros do Conselho de Segurança, devo dizer: “agora basta”!

Adotamos uma abordagem incremental, e apesar da melhor das intenções, não funcionou.

Os membros deste Conselho sem dúvida exortarão por negociações e um retorno às conversações. Mas como acabo de descrever, já participamos de diversas conversações diretas e multilaterais com o governo norte-coreano, e elas jamais funcionaram.

Acabou-se o tempo de meias medidas no Conselho de Segurança. Chegou a hora de esgotar todos os meios diplomáticos, antes que seja tarde demais.

Temos agora de adotar as medidas mais rigorosas possíveis.

As ações de Kim Jong-Un não podem ser vistas como defensivas. Ele quer ser reconhecido como uma potência nuclear. Mas ser uma potência nuclear não significa usar essas armas terríveis para ameaçar os outros. As potências nucleares conhecem suas responsabilidades. Kim Jong-Un não mostra esse tipo de conhecimento.

Seu uso abusivo de mísseis e suas ameaças nucleares mostram que ele está implorando por uma guerra. A guerra é algo que os Estados Unidos nunca quiseram. Não queremos isso agora. Mas a paciência do nosso país tem limite. Defenderemos nossos aliados e nosso território.

A ideia que alguns têm sugerido de uma abordagem chamada “congelar para congelar” é um insulto. Quando um regime não confiável tem uma arma nuclear e um ICBM apontados para você, você não pode baixar a guarda. Ninguém faria isso. Nós certamente não faremos.

Chegou a hora de esgotar todos os meios diplomáticos para acabar com esta crise, e isso significa adotar rapidamente as medidas mais rigorosas possíveis aqui no Conselho de Segurança da ONU. Apenas as sanções mais fortes nos permitirá resolver este problema pela diplomacia. Deixamos o barco correr tempo demais. O barco não tem mais aonde ir.

Esta crise vai muito além das Nações Unidas. Os Estados Unidos vão olhar para todos os países que fazem negócios com a Coreia do Norte como um país que está colaborando com suas intenções nucleares imprudentes e perigosas.

E o que fizermos com relação à Coreia do Norte terá impacto real sobre o comportamento futuro de outras nações que agem fora da lei ao buscar armas nucleares.

Os riscos não poderiam ser maiores. A emergência é agora.

Vinte e quatro anos de meias medidas e conversações fracassadas é suficiente. Obrigado.


Fonte: https://br.usembassy.gov/pt/

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